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O PAI DA AVENIDA PAULISTA

por Isabel  Fomm de Vasconcellos

 

(Jules Martin, 1891, Inauguração da Av.Paulista)

Joaquim Eugênio de Lima foi um homem à frente do seu tempo. Não apenas um urbanista que criou bairros e avenidas em São Paulo, não apenas um jornalista que fundou seu próprio periódico, não apenas um busto colocado bem na entrada do Parque Trianon, não apenas o nome de uma alameda que atravessa a sua maior obra: A Avenida Paulista.

 

Nascido em 6 de setembro de 1845, morreu antes de ver a sua avenida se tornar o símbolo dessa grande metrópole: em 13 de junho de 1902. Quando ele se foi, a Paulista era uma larga avenida calçada de pedras brancas e com muitos, muitos lotes à venda... Já abrigava algumas das mansões que, pouco mais tarde, a preencheriam, mas não era ainda a concretização de seu sonho.

 

Um sonho -- criar para a cidade uma avenida semelhante às que vira na Europa, com lindas mansões e jardins -- que ele preparou com seu espírito empreendedor, comprando as chácaras do alto do Caaguaçú, aterrando o vale (onde hoje está a avenida 9 de julho e seu túnel) e criando esta linha que leva da Consolação ao Paraíso.

 

Eugênio de Lima tinha vários outros sonhos: queria ver um povo educado, esclarecido, capaz de exercer com consciência o seu dever cívico de eleger seus governantes, um sonho de justiça social. Esse sonho ainda não se realizou, mas o sonho da Avenida símbolo da cidade está aí, transformado num vasto corredor de grandes edifícios, não mais as mansões, onde há de tudo, desde museus a cinemas, onde está o dinheiro e onde o povo faz suas manifestações, protestos ou comemorações...

E ele não viu nada disso.

 

Porque ele não viu, imaginei que tivesse visto e o transformei no "Fantasma da Paulista" - é ele, translúcido, mas nada assustador, passeando pela sua avenida em diferentes décadas, vendo de perto a sua evolução e conversando com alguns privilegiados (quer maior privilégio do que conversar com o criador da Paulista?) que a frequentam.

 

Esse é um dos meus mais queridos livros publicados: O Fantasma da Paulista, minha homenagem e minha gratidão a essa figura ímpar e nem sempre lembrada, que nos deu uma das avenidas mais belas do mundo.

 

 

"Instruir o povo para não ter

mais o despotismo que vive na

sombra, nem a anarquia que

especula com a segurança

das massas, ateando o

incêndio das revoluções.

Sem instrução, o direito

eleitoral não passa de

 pura fantasmagoria."

 

J.E. de Lima.

 

  

 

 

 

O busto de Eugênio de Lima está no Parque Trianon, a menos de 4 metros da entrada do Parque, pela calçada da Paulista. Foi inaugurado no cinquentenário de sua morte em 13 de junho de 1952.

 

 

Lêda Costa Bandeira Isabel Fomm de Vasconcellos , você é uma ótima fotógrafa. Lêda Costa Bandeira Uma foto admirável!

Linda Naufel de Freitas Maravilha!Parabéns e Parabéns São Paulo!

Maria Aparecida Sabino Maravilhoso!!!

Madalena Demasi Boa tarde!!PARABÉNS a minha sampa maravilhosa!!!!