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(Francisco de Goya, 1826, autorretrato aos 80 anos de idade)

 

O grande pintor espanhol Francisco de Goya, na sua meia idade, contaminou-se por uma doença desconhecida, que pegou de um amigo, provavelmente um virus, que o deixou temporariamente paralítico, mas surdo para sempre.

 

 

Você está perdendo a audição quando:
- vive pedindo para que as pessoas repitam o que acabam de dizer;
- o volume da sua TV incomoda os outros;
- você tem dificuldade para entender o que é dito ao telefone;
- tem zumbido frequente.
 

 

Quando envelhecer, vou ficar surdo?
Dr. José Eduardo Lutaif Dolci responde.

 


Nós, otorrinolaringologistas, chamamos o que o leigo chama genericamente de “surdez”, de Perda Auditiva. E essa perda poder ser permanente, mas também pode ser reversível, acontecendo em muitos e diferentes graus, por algumas também diferentes causas.

É fato que o envelhecimento, assim como causa a presbiopia (a popular diminuição da visão) causa também a PRESBIACUSIA (um tipo de perda auditiva neurossensorial, causada por alterações degenerativas que têm início entre 40-50 anos de idade).

Essa é a primeira causa mais comum da perda auditiva.
 

A segunda é a Perda Auditiva Induzida pelo Ruído (PAIR), quando há exposição prolongada a excesso de ruído, seja por lazer (ouvir música muito alta em headphones ou baladas) ou por exigência profissional.

Mas muitos outros fatores podem se associar ou desencadear as perdas auditivas, como fatores genéticos, alterações do colesterol, tabagismo, estresse, uso de álcool, de alguns medicamentos,  doenças reumatológicas.

Essa perda pode ser, ainda CONDUTIVA e ter como causa as rolhas de cera que se acumulam do canal auditivo, inflamações como as otites (agudas, crônicas ou externas). Ou pode ser mista, quando é a associação das perdas neurossensoriais e condutivas.

Tem tratamento. É preciso tratar a causa. Remove-se a cera, corrigem-se as otites. Tratam-se, quando possível, as doenças que tiveram, em paralelo, a manifestação de perdas na audição.

No entanto, essas perdas são às vezes irreversíveis e, nesse caso, é preciso recorrer aos aparelhos auditivos da mesma forma que se corrige a visão com lentes de contato ou uso de óculos.

Um indivíduo saudável, à medida que envelhece, experimenta um declínio na audição. Mas não necessariamente uma perda auditiva total.

Não espere para procurar um médico otorrinolaringologista. Quanto mais precoce for a interferência dele em seu problema, melhores resultados você obterá.