VOLTAR para a página do autor

 

"Implicado no atentado contra Hitler em 1944, foi «indirectamente» convidado por este a suicidar-se com uma cápsula de cianeto em troca da salvaguarda da sua mulher e do filho."

 

OS QUE FICAM NA HISTÓRIA

 O Marechal Erwin Rommel

 

por Antonio A. Albuquerque

 

  Assim como a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945) ficou na História como a maior guerra de sempre e o Nazismo, como uma das suas páginas negras que nunca devem ser esquecidas, o Marechal Erwin Rommel, militar exemplar dotado de extraordinárias qualidades de carácter, ficou nas páginas que enaltecem o Homem e as suas virtudes.

 

Íntegro e verdadeiro cavalheiro em todas as situações, mesmo nas adversas, depois  dos êxitos militares alcançados em França em 1940, comandou o Afrika Korps na Campanha da Líbia, tendo derrotado os Britânicos em 1941 e alcançado fama mundial com o epíteto de «A Raposa do Deserto». Levou a cabo uma ofensiva até à fronteira egípcia, mas foi vencido em El Alemein, em 1942, pelo Marechal Montgomery, outro famoso militar também integrado na História.

 

No final da Segunda Guerra Mundial, Montgomery lamentou não poder ter o prazer de apertara mão ao seu adversário. Entre outras atitudes que o dignificaram, Rommel mandou libertar diversos militares Britânicos prisioneiros quando surpreendeu oficiais do seu Comando submetendo-os a apertados interrogatórios; repreendeu severamente os oficiais Alemães afirmando que «militares não eram espiões».

Implicado no atentado contra Hitler em 1944, foi «indirectamente» convidado por este a suicidar-se com uma cápsula de cianeto em troca da salvaguarda da sua mulher e do filho. Devido à sua fama internacional, teve um funeral com honras militares, tendo circulado a falsa notícia de que não resistira aos graves ferimentos causados pelo ataque aéreo ao carro em que deslocava, acidente realmente ocorrido mas que não chegara a provocar-lhe a morte.

           

Se Hitler não tivesse escapado ao atentado, Rommel teria tomado conta do poder na Alemanha, assinado a rendição com os Aliados e contribuído para que milhões de vidas humanas – entre militares e civis de ambos os lados – tivessem sido poupadas.

           

Infelizmente esses milhões de seres humanos perderiam a vida dramaticamente meses depois de o Homem que teria posto fim imediato ao conflito internacional tivesse morrido ingerindo uma cápsula de cianeto na presença de dois apaniguados de Hitler, enquanto estes o conduziam de carro para o encenamento final por não ter resistido, «lamentavelmente, aos ferimentos causados pelo ataque aéreo»!… 

(Texto extraído do livro do autor O EXPRESSO DE BERLIM)