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A Diverticulite e o Presidente

 

 

A Diverticulite ficou famosa quando supostamente mandou para o hospital o primeiro

 

presidente não militar depois de duas décadas de ditadura no Brasil: Tancredo Neves.

 

É uma doença inflamatória do intestino. Os divertículos são pequenos “vãos” que se formam no intestino grosso e dão nome à doença Diverticulose (que só vira Diverticulite quando as fezes acabam ficando presas nesses “vãos” causando assim inflamação). É basicamente uma doença do envelhecimento, muito comum nas pessoas acima de oitenta anos de idade e pouco comum abaixo dos cinquenta.

 

As causas são desconhecidas; uma hipótese seria a pressão do bolo fecal sobre o cólon, criando “bolsas” nas partes mais frágeis do cólon. Mas essa pressão exagerada ocorreria principalmente por causa de hábitos alimentares incorretos, como falta de fibras na dieta.

 

É uma doença benigna e não aumenta o risco de câncer do intestino.

 

A doença não tem sintomas mas, quando existe inflamação, o paciente terá dor de barriga, geralmente do lado esquerdo, uma dor que aumenta com os movimentos. Além disso, a inflamação causa febre.

 

Quando o problema for só a Diverticulose, uma mudança nos hábitos alimentares, com uma maior ingestão de fibras e medicamentos para aliviar as dores são todo o tratamento necessário.

 

No entanto, quando a inflamação ocorre pode ser precisa uma cirurgia, mas mesmo assim só a partir do segundo episódio.

 

Ninguém nunca soube exatamente o que aconteceu com o nosso presidente (eleito mas ainda não empossado) Tancredo Neves, em 1985. O fato é que, depois de operado em Brasília, ocorreram complicações, talvez uma infecção hospitalar que acabou por tirar-lhe a vida. Mas isso não significa que a Diverticulite leve necessariamente à morte.

 

No entanto, muito bom seria simplesmente prestar atenção ao que se come e evitar a doença.

 

 

(Viste o site da Associação Brasileira de Prevenção do Câncer do Intestino: www.abrapreci.org)

                                                                                                                        Caravaggio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

presidente Tancredo e sua equipe médica