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A Evolução da Coloproctologia

 

 

Antigamente a Coloproctologia se chamava apenas Proctologia e era aquela parte da Gastroenterologia que estudava as doenças do intestino. Aliás, ainda é. A diferença é que acrescentou-se o “colo” ao nome da especialidade porque assim fica incluído nele também o estudo e a terapêutica das doenças do intestino grosso (colón), além do reto e do ânus.

 

Apesar da primeira publicação sobre Proctologia ser atribuída a John Ardene, um cirurgião inglês que nasceu em 1307 e morreu em 1392 e cujo trabalho mais famoso é um tratado sobre a fístula anal, a história das doenças do intestino humano tem suas primeiras referências há coisa de cinco mil anos passados.

Do Egito Antigo nos chegaram documentos datados de 2750 AC falando sobre as práticas adotadas pelos médicos de lá. Um egípcio chamado Iri é o autor de um papiro, o Chester Beatty, considerado a primeira publicação inteiramente dedicada a essa região do nosso corpo.

Já o famoso Hipócrates, que nascera bem depois dos nossos médicos egípcios, em 460 AC, realizava completas cirurgias de hemorroidas na Academia de Medicina de Alexandria, acabando com elas por excisão, ligadura ou cauterização com ferro em brasa. Devia doer, mas certamente já resolvia.

 

A História está cheia de exemplos da caminhada da Proctologia. Um dos mais famosos é a do médico da corte francesa, Felix de Tassy, que livrou o Rei Luiz XIV de uma fístula perianal  que o fez sofrer por mais de uma década.

 

Embora no Brasil já em 1914 o médico pernambucano Raul Pitanga Santos tivesse proposto a Proctologia como especialidade e, em 1934, ter sido fundada a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, esta continuou sendo uma sub especialidade dentro da Gastrenterologia.

 

A Profa. Dra. Angelita Gama, a primeira mulher cirurgiã a alcançar uma cadeira como professora Titular na USP, além da clínica, sempre dedicou grande parte do seu tempo à vida acadêmica e elaborou, com outros especialistas, o programa de pós graduação na área de cirurgia digestiva daquela faculdade, programa este aprovado em 1988.

 

Também são delas algumas técnicas inovadoras nas cirurgias, a atuação na prevenção do câncer de intestino pela retirada dos pólipos através da colonoscopia, exame e procedimento que ela trouxe para o Brasil.

Assim, foi graças ao empenho desta médica pioneira que a Coloproctologia deixou de ser uma subespecialização das cirurgias do aparelho digestivo para se tornar uma disciplina própria, o que aconteceu em 1995.

 

 

Hyacinthe Rigaud, 1510, Luiz XIV da França

 

A História está cheia de exemplos da caminhada da Proctologia. Um dos mais famosos é a do médico da corte francesa, Felix de Tassy, que livrou o Rei Luiz XIV de uma fístula perianal  que o fez sofrer por mais de uma década.

 

COLONOSCOPIA

 

É um exame realizado através de um aparelho que, introduzido pelo ânus, “passeia” por todo o intestino, transmitindo as imagens deste, através de uma micro câmera de TV, para um monitor.

 

O médico pode assim ver o intestino por dentro e, se houver ali um “pólipo” (um crescimento anormal na parede do intestino) também com esse mesmo aparelho é possível extirpar esse pólipo impedindo assim que ele possa evoluir para um câncer.

Pode ainda realizar outros diagnósticos.

 

O primeiro aparelho de Colonoscopia foi desenvolvido no Japão em 1974, mas só chegou ao Brasil  por volta dos anos 1990.