voltar para a página da doutora

 

Marta Suplicy e Angelita Gama

Veja o que a Marta pensa sobre a Angelita:

 

“Essa estudiosa quebrou um paradigma que abriu portas na Medicina, assim como a Presidente Dilma Roussef está abrindo portas para as mulheres em cargos de poder.

 Além disso, longe do estereótipo das dedicadas ao trabalho e ao estudo, Angelita também é um exemplo de elegância e vontade de viver a vida.”

 

Marta Suplicy, Ministra da Cultura, ex prefeita de São Paulo, Deputada Federal.

 

  Pensamentos da Dra. Angelita sobre:

Casamento

 “Casei tardiamente, mas dei muita sorte. Um marido que me apoiou em tudo. Existe uma compreensão pelas agendas cheias com as atividades científicas e sociais de ambas as partes.”

 

O papel da mulher.

 “Mudou muito hoje, até mesmo na medicina - atualmente, 60% dos alunos das faculdades são mulheres. Nos Estados Unidos, o número é ainda maior. As mulheres se preocupam mais com a saúde, por isso hoje se adaptam mais facilmente à medicina. É um exercício natural. O homem está mais focado nos negócios, no business.”

 

A proliferação de faculdades de Medicina.

 “No início, achamos que seria importante a expansão de faculdades para contemplar novas áreas. Mas a proliferação foi mal planejada, com a maioria das escolas sem ligação com um hospital para treinamento. Hoje é mais difícil conseguir uma vaga na residência médica do que passar no vestibular de certas faculdades.”

 

A saúde pública.

 “O brasileiro tem o Sistema Único de Saúde (SUS) que é um modelo interessante, pois todos têm direito à saúde. No entanto, temos problemas na distribuição do acesso. Há ainda seguros saúde fantásticos e outros péssimos, que pagam mal os médicos. É preciso estabelecer regras mais rígidas.”

 

A política.

 “Não conseguiria entrar na política. Como faria com a medicina? Não consigo largar.”

 

Os estudantes de Medicina.

 “Como conselho, diria que devem fazer o possível para entrar numa boa universidade, mesmo que para isso passem um ou dois anos em um cursinho. Quando acabar os seis anos, deve-se fazer residência obrigatoriamente, mesmo sabendo que não vai ganhar dinheiro nesse período, mas estará investindo no seu conhecimento. E depois, se puder, faça um estágio no exterior. Nunca parem de estudar. Quem faz trabalhos científicos se aprimora muito.”

 

Fonte: revista Agitação